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O assédio de Aziz Ansari: um autor e sua obra


Master of None é a obra prima da Netflix, bela e sem pretendentes, ela parece pegar o imaginário de uma geração e escancará-la no expectador, e apesar de ser uma série que se tornará datada muito facilmente tem um poder para falar da modernidade, tudo da perspectiva de seu criador/produtor/protagonista/roteirista, Aziz Ansari, e vê-lo, através do experimentalismo, falar de paternidade, solidão, descobrimento e... assédio é delicioso, bom, era. É como se cada episódio fosse a exploração de um tema, como no episódio S01E07, em que Aziz discute descompromissadamente sobre a diferença entre ser "ele" ou "ela", trailer:


E agora, qual é a gravidade de sabermos a história da garota que relatou a sua noite com Aziz, em que ele insistentemente - mesmo após ela expressar verbalmente e fisicamente que não queria - obrigou-a a fazer atos sexuais com ele (texto na integra) algo me vem a cabeça, Master of None perderá seu valor artístico pelo que seu criador fez? Os debates passam a ter menos valor? Se fosse uma obra menos autoral se poderia até argumentar, mas Aziz Ansari é Master of None assim como Master of None é Aziz Ansari.

Se a série sempre foi sobre a perspectiva de Dev quanto a sociedade o que será saber que ele não passa de um hipócrita? Um ativista vegano online fazendo churrascos aos fins de semana. A série mudou minha vista de muitas coisas, procurei conhecer meu passado e passei a extrair ao máximo quando com meus pais, e ver um artista que tanto me tocou nesta queda me pesa, vale apenas aceitar, manter tudo que ele representou e aceitar sua nova condição, estarei assistindo a 3ª temporada quando sair, Dev e Francesca e seu Anno Damore (assistam essa cena!!) já capturaram meu coração. Infelizmente, desta vez, saberei que tudo aquilo pode não passar de um macho pagando de desconstruidão, figura que, ironicamente, já foi parodiada por Arnold na própria obra:

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