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Moonlight, o melhor filme do Oscar 2017

Em tempos em que muito de discute gênero e homossexualidade Moonlight brilha em discutir a caricatura do macho, poucos homens estão abertos a debater o próprio conceito de “ser homem“. O que é obvio, em algumas periferias e guetos o ser macho é ser o contrario de tudo que possa se caracterizar como “coisa de mulher”, e essas definições de gênero estão erradas em tantos níveis, tudo sempre de maneira super depreciativa. Chorar é coisa de menina, então não importa se você está vivendo a péssima infância de Little, deve apenas engolir o choro.


Mas ser homem. O que te define como tal? Um tema poderoso. Acompanhamos a jornada de um garoto negro, gay e pobre. Não se trata de caricaturas, mas sim de como alguém que já carrega consigo problemas internos (a dificuldade de se aceitar, de se encontrar no mundo), também precisa lidar com os externos (o racismo, a cobrança pela masculinidade, a pobreza).

No ano do chamado “Oscar Negro“, Moonlight desponta como o vencedor de Melhor Filme, claro que para mostrar que a academia não é racista, como foi no Oscar So White ano passado, mas isso não diminui em nada o filme. Grande na sua mensagem, mas pequeno na sua produção: o filme custou pouco mais de 5 milhões de dólares, e encontra sua força nas emoções mais humanas possíveis. A criança e o adolescente, duas bases para se discutir a essência do ser.


Mas sem diálogos, sem apoio, sem uma base sólida de família ou amigos, o agora adulto Chiron internaliza toda essa angustia por não chorar, por ter que evitar quem é. O amor, a paixão e consequentemente, suas próprias verdades. A essência do eu é apagada, e isso dá lugar a caricatura, como visto no excelente falso documentário The Mask You Live In. O personagem é quem assume, acima de qualquer vontade de se aceitar, mas mesmo através de seu olhar, é possível enxergar sua verdadeira vontade, não se pode matar o que já está morto.

2 comentários:

@ArturAlee #GeekDeVerdade. Tecnologia do Blogger.