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Jyn Erso: O problema de Rogue One

Existe um conceito básico de roteiro "não diga, mostre" e Rogue One já começa com esse esquema, ele apresenta a pequena Jyn Erso testemunhando o assassinato de sua mãe pelo Império e o sequestro de seu pai para trabalhar lá. Um início envolvente que nos aproxima da personagem mas que parece ser o único desenvolvimento dela na primeira hora de filme.



Mas este não é o único culpado para o meu desinteresse com a protagonista. Rey de O Despertar da Força, por exemplo, é um excelente exemplo de protagonista ativa, as coisas acontecem durante o filme por que ela vai lá e faz, ela que decide ficar com BB-8, ela que usa seus poderes para fazer o stormtropper libertá-la, ela faz decisões, enquanto Jyn durante todo o filme apenas sofre as consequências, é uma protagonista passiva, ela é levada à fazer as coisas por fatores externos, ela não decide encontrar o personagem do Forest Whitaker, ela não decide invadir o planeta imperial em que seu pai é assassinado e ela sequer decide levar o grupo de rebeldes para Scarif, eles sozinhos montam o grupo e apenas a convidam para liderá-los, claro que estaria sendo injusto em dizer que ela não faz escolhas, ela deixa o Cassian numa situação mortal para se arriscar em pegar os planos da estrela da morte e assim o faz até o fim, num terceiro ato muito épico, mas que não foi suficiente para me (e digo apenas por mim) me afeiçoar a personagem.



A personagem também tem um sério problema motivacional, comparando novamente com a Rey, durante a jornada da (possível) Skywalker vemos uma grande insistência dela em voltar para Jakku e esperar sua família voltar, a levando inclusive a recusar a chamada da força ao tocar no sabre, ela abandona essa ideia de voltar para Jakku, mas isso acontece com uma escalada de motivos que fazem com que ela perceba sua importância, aquela em que a força despertou, ela começa a entender seus poderes, presencia a força do lado negro quando um filho mata o pai, e só no combate final, quando sobe o tema da força e ela "desbloqueia" todo o seu poder que é entendido que ela realmente precisa luta, que a galáxia precisa dela. Agora vamos para Jyn, durante todo o primeiro ato do filme ela nem se importa com a rebelião, só entra na missão para descobrir o paradeiro de seu pai, e sim, eu entendi que ela entrou na rebelião para continuar o legado do pai, mas numa cena ela diz para Cassian que ele é igual um Stormtropper (comparando a Rebelião com o Império) e logo em seguida faz um discurso pela rebelião, nem o "this is a rebellion isn't it? I rebel" ela mandou, não é uma personagem que eu comprei as motivações, e o final (não o epílogo) só se torna tão envolvente por que já estamos conectados com aquele universo.

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