Header Ads

Breaking News
recent

As 3 regras para uma boa fantasia

"Num buraco no chão vivia um Hobbit", "Deveríamos regressar (...) Os selvagens estão mortos". Por quê histórias fantásticas são tão cativantes? Estou lendo Crônicas de Gelo e Fogo e o nível de engajamento emocional é grandioso, queremos passar para a próxima página antes mesmo de terminar a atual, chegando a ser necessário em dados momentos a releitura do capítulo para acreditar em seus fatos. Você ri e chora página pós página. Personagens e dilemas tão identificáveis em um mundo que mal existe, mundo este construído numa riqueza de detalhes que parece ganhar vida, e que comportam em si batalhas épicas entre reinos ou deuses, criatura colossais e o conforto duma lareira.

Me peguei pensando nisso recentemente, no motivo pelo qual esses mundos tanto me atraem e principalmente o que torna eles tão imersivos. E ao pensar nessas diferenças encontrei os que, para mim, são os 3 pilares para se criar histórias que marcarão a alma dos que se puserem a ler (pelo menos a minha), e os nomeei de "O Mundo Que É", "O Tamanho do Dragão" e "Os Pequenos".




1) O Mundo Que É


"É uma bela história, embora triste, como todas as histórias da Terra-Média; mesmo assim, ainda pode alegrar seus corações."

O universo que comporta uma grande história fantástica jamais pode ser criada proceduralmente enquanto a história é escrita, os nossos personagens devem estar num mundo que funciona alheio a eles, numa espécie de organismo vivo, então antes de escrever a história é recomendável que o universo em que ela se passa já esteja criado, isso transporta o leitor para os olhos daquele personagens que está testemunhando os acontecimentos do mundo, tornando tudo que veio antes do enredo lendas que atingem o leitor tanto quanto o personagem.


2)O Tamanho do Dragão


“Antes que nascesse o Sol, Eärendil matou Ancalagon, o Negro, o mais poderoso do exército de dragões, e o lançou das alturas. O dragão caiu sobre as torres das Thangorodrim, que foram destruídas com sua queda.”


Um dos recursos narrativos mais impressionantes de uma fantasia são as descrições épicas, que, se conseguirem não se tornar confusas, são extremamente funcionais, guerras e magias, apenas uma ressalva: qualquer grande feito mágico precisa de regras, e a primeira regra de Sanderson se aplica muito bem aqui: "A habilidade do autor resolver um conflito com mágica é DIRETAMENTE PROPORCIONAL a quão bem o leitor compreende tal mágica." Isto é, se é necessário o uso de elementos mágicos para resolução de um problema estes elementos devem ser introduzidos préviamente, além de que devem sempre fazer sentido com a trama. Nada de aranha gigante no final ou vira-tempo aleatório.

3)Os Pequenos

"-Por que o pequeno?
-Talvez porque eu tenha medo e ele me dê coragem!"


Para tornar uma história fantástica mais identificável é bom introduzir personagens pequenos e humildes, sua história pode conter quantos herdeiros, guerreiros e magos você preferir, mas é necessário a introdução de um personagem que funcione como os olhos do leitor, que pode até evoluir no decorrer da história. Mas que no início deve se ter pelo menos um personagem que seja como um Hobbit num mundo tão grande ou a pequena Arya Stark nos conflitos reais.

Nenhum comentário:

@ArturAlee #GeekDeVerdade. Tecnologia do Blogger.