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Batman é Gotham! - Batman Renascimento Vol. 1

Talvez Batman seja o herói mais icônico da atualidade, ao se pensar na quantidade de adaptações que são feitas pelo menos, os melhores jogos, os melhores (e muitos) filmes, criando versões desde a inocente de Adam West até ao que mata de Ben Affleck, a questão aqui é como suas obras são autorais, e nesse sentido parece que Tom King nasceu para escrever sobre o homem morcego.


Para quem não conhece, Tom King é um ex agente da CIA que trabalha há algum tempo com quadrinhos. E no título principal do homem morcego ele faz jus a sua carreira e entrega uma história fora do habitual, não se preocupando apenas em criar um antagonista super forte como nos outros títulos médio, ele vai muito além disso, pois o foco é trabalhar com a filosofia do Batman, tornando assim o material muito mais que apenas mais uma história do Cavaleiro das Trevas.

Tal afirmação pode ser comprovada com as atitudes e ideias do escritor, Gotham foi um vilão inventado por ele, um nome muito astuto, como se na batalha final o Batman estivesse de fato enfrentando a personificação obscura da cidade que o criou, que o dominou e o transformou. Sabe aquela velha história de que o real é o Batman e o Bruce Wayne sim que é um personagem? King basicamente passa isso à outro nível, o próprio Batman também é mostrado como a personificação de Gotham, um abismo de personalidade que também cria um embasamento gigante para o antagonismo entre Batman e Gotham. Afinal, quando se cresce em Gotham, em meio ao mijo e a fumaça, não é como se acostumassem com isso, é mais como se tornassem isso, você sente o seus abusos e seus mimos, e isso foi passado de um ótimo modo. Batman é a cidade que matou seus pais, e mal posso esperar para ver Tom King desenvolver isso em muitos mais arcos do Batman, pelo menos começou muito bem. 

A arte também não deixa a desejar, no inicio charmosa, chamativa, cheia de mínimos detalhes, e apesar com a queda na segunda metade mantém uma qualidade surpreendente por ser uma revista quinzenal, David Finch usou e abusou de recursos visuais para incrementar a história, coisa que costuma faltar e é sempre uma boa pedida, concluindo, Eu Sou Gotham é um pé na porta para a nova fase do morcegão e mistura ação, arte e boa história, pelo que estão dizendo lá fora será um bom ano de histórias do herói até a chegada da saga The Buttom, mas por agora, vamos nos concentrar na Gotham Girl.


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