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Não se preocupe, Blade Runner está em boas mãos

Recentemente parece que uma falta de criatividade vem atingindo Hollywood, é cada vez mais presente adaptações (muito parecidas entre elas) e principalmente reboots e remakes, afinal é sempre mais fácil usar o que já foi criado  e já possuí uma base de telespectadores, talvez o grande divisor de águas quanto a qualidade desses filmes é Mad Max: Estrada da Fúria, que inclusive supera as obras originais, mas por quê? Talvez o grande motivo seja o nível autoral do projeto, o próprio George Miller foi lá e mostrou que ainda tem muita gasolina para queimar, e se o segredo está em uma boa mente orquestrando o projeto, Blade Runner 2049 está a salvo.


Esta mente é Denis Villeneuve, diretor de 50 anos que tem entrado cada vez mais no mainstream. A começar em 2010 quando concorreu a Oscar Estrangeiro por Incêndios, e depois só melhora, Os Suspeitos, Homem Duplicado e o excelente Sicario. Mas foi em 2016 que o ápice foi atingido, ele trouxe alienígenas com uma interpretação da realidade e do tempo completamente diferente da nossa para mostrar que só a comunicação pode salvar o mundo, isso numa história sobre maternidade que se provou, para mim, o melhor filme do ano. A Chegada.
E essa popularização já esta dando resultados, primeiro no próprio Blade Runner, mas o diretor também está cotado para dirigir o remake de Duna, livro definitivo de ficção cientifica interplanetária. Mas isso não foi conquistado sozinho, Denis Villeneuve tem consigo em todas as suas últimas obras a dupla Jóhann Jóhannsson e Roger Deakins.


Imagino que Jóhann Jóhannsson seja o único compositor (pelo menos na ativa em grandes produções) que consiga honrar a trilha sonora super marcante do Blade Runner de 1982, afinal o que Vangelis fez não foi apenas uma trilho sonora que acompanha o ritmo do filme, ela dá esse ritmo, e quando um carro voador sobe ao som de Blade Runner Blues ele carrega a sua alma junto naquela cidade opressora. E aí que está, Jóhannsson foi o compositor da opressora trilha sonora de Sicario (2013) e da desafiadora trilha de A Chegada (2016).
Bom, outra característica muito presente na obra original de Ridley Scott é o fator contemplativo, a tal "filosofia" muitas vezes é empregada de modo completamente substancial, o que a torna orgânica a proposta, e isso devido ao clima pesado, tenso, opressor, a ruína de Los Angeles que a fotografia de Blade Runner consegue proporcionar, e o diretor de fotografia Roger Deakins parece muito competente neste retrato, como já pode se observar pelo último trailer.



Blade Runner 2049 está em boas mãos e o que me deixa mais aliviado é saber que Denis Villeneuve irá fazer o seu filme, não esta baboseira de "filme para fã", como dito nessa declaração no ano passado:
“Primeiramente, não é possível ficar à altura do original. É do Ridley Scott. É uma obra-prima […] Para mim, o que me aterroriza nesse momento é que eu o que eu estou fazendo é pegar Blade Runner e transformando-o em algo meu, e isso é assustador. Perceber quando eu olho as gravações diárias que não é o RIdley Scott, sou eu, e é diferente. Ainda é o mesmo universo, ainda ainda estamos no mesmo sonho, mas é meu, então eu não faço ideia de como as pessoas vão reagir, eu não sei. Ele tem vida própria”

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