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LOGAN

Desde quando anunciado, Logan parecida algo mais do que os costumeiros filmes de super-herói, primeiramente seria o primeiro filme do Wolverine pós-deadpool, o que já significa uma quebra nos paradigmas do sub-gênero heroico, segundo seria a despedida de Hugh Jackman, ator que nos últimos 17 anos se tornara a personificação desse tão querido personagem dos quadrinhos do X-Men, e isso somado a inspiração em Oldman Logan, só poderia sair coisa boa.

E o hype já era grande, mas quando divulgado o primeiro trailer ao som de Johnny Cash com toda aquela pegada de filme experimental "intimista", houve certeza que, acima de qualquer outra coisa, estávamos prestes a ver a história de um homem, seus conflitos com a idade, e as feridas da vida. Coisas que o deixaram totalmente alheio a dor de outros.


E foi certeiro, o filme acertou o tom em cheio, e nisso temos que agradecer James Mangold por tornar esse sonho possível, ao assistir Logan nos relacionamos diretamente com o personagem, afinal, seus dilemas são muito críveis, uma suposta depressão, perda dos poderes, esta perda denuncia sua idade, o fazendo enfrentar problemas da "velhice" (coisa que antes ele desconhecia) e que doem. Doem muito.

E com essa velhice, aliada a excelente performance de Hugh Jackman, é possível perceber as feridas em Logan que jamais cicatrizaram, o tempo foi passando e ele viveu suficiente para ver tudo que ele acreditava e todos que amava morrerem, e isso o transformou numa pessoa solitária livre de laços com outros, inclusive tentando se mostrar alheio a quem o acolheu como filho, Charles Xavier, mas isso tudo muda quando ele conhece sua filha genética, X-23, Laura, que vai sofrer dos mesmos problemas de Logan algum dia, mas agora tão jovem.

E nesse momento a dinâmica do filme se torna uma Road Trip entre a filha, seu pai e seu avô, deixando a história dos mutantes apenas como plano de fundo de uma história sobre o ciclo da vida, e a sensibilidade para tratar desses temas é perfeitamente pontual, o personagem do Logan se torna próximo como nunca foi, as mortes de personagens são grandes lições e a violência nada gratuita, e, apenas em seu sacrifício final Logan alcança a plenitude da vida, ele a oferece em troca de um mundo melhor para Laura, e assim continuará vivo, e viverá para sempre através de sua filha, e tudo que importa no fim das contas é que Laura viverá num mundo um passo menos hostil para mutantes do que o de Logan.


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