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Análise: Star Wars: Episódio VII - O Despertar da Força

Desde quando comprado pela Disney a Lucasfilm logo de cara anunciou um episódio 7 de Star Wars, já seria pressão o suficiente por se tratar da maior franquia de todos os tempos, agora mexer com o final da trilogia clássica era algo muito arriscado, mas para a felicidade dos fãs o projeto foi entregue a JJ Abrams, um grande admirador que saberia como tratar desta franquia e fazer um continuação que mantivesse a identidade da saga e a continuasse de maneira épica, ele conseguiu.

O filme de maior expectativa e mais esperado da década até agora chegou, e com ele só veio satisfação, um filme de excelente ritmo e roteiro que abraça a nostalgia sem se depender dela, tanto que é um excelente primeiro contato com o Universo Star Wars, o hype que me perdoe mas talvez o melhor filme da saga.

Basta começar a assistir o filme para perceber a semelhança com o episódio IV estruturalmente falando, em alguns momentos chega a parecer um remake, o roteiro baseado no clichê "jornada do herói" está fortemente presente , Rey assumindo o papel de Luke, BB-8 de C3-PO e R2-D2, Han Solo se tornando Obi-Wan Kenobi e Kylo Ren e a Nova Ordem, respectivamente, Darth Vader e o Império, por mais que isso possa soar ruim não é uma falha, é uma estrutura de roteiro baseada no descobrimento do poder, o vilão, o mentor, a aceitação do poder e a glória que funciona e se torna o contexto para apresentar um universo extremamente vivo e personagens fortes.

Falando em personagens o ponto alto do filme são exatamente eles, os novos são envolventes, fortes e extremamente carismáticos, BB-8 não perde para R2 ou C3-PO em sua personalidade humana, o que acaba o tornando um droide do tipo que você gostaria de ter em casa, Finn mostra uma dualidade muito interessante, ele funciona bem como personagem totalmente desesperado mas tem seus momentos de alivio cômico bem presentes e bem misturados com os de drama, Poe se torna o novo personagem secundário carismático (como Han Solo era), Rey é a nova protagonista, mais bem construída que Luke uma excelente personagem, você se envolve e se apaixona por sua jornada, Daisy Ridley fez a melhor atuação da saga até agora, uma heroína que tempos de Jogos Vorazes pedem, você se apaixona por sua personalidade e se envolve em sua jornada passo a passo, desde sua introdução magnifica até sua conclusão em um duelo mental e físico de sabres, Kylo é o personagem de maior expectativas, por se tratar de um vilão de Star Wars esperamos uma certa qualidade, que existiu, apesar de mal aproveitado Kylo é um personagem que promete muito, seus conflitos internos são interessantes e bem explorados, por se tratar de um adolescente mimado no lado negro ele acaba por se distanciar da figura de Vader, é o oposto do que fomos para o cinema esperando, o que foi ótimo. Sobre os personagens clássicos tiveram ótima volta, Han Solo se tornando mentor da Rey e trazendo os momentos de nostalgia para o filme, que não são entregues de maneira gratuita e sim para a continuidade da história, Leia está exatamente onde deveria estar, os droides tem um participação ínfima, mas só ouvir a voz de C3-PO já é como musica para ouvidos de fãs, quanto ao Luke sua participação foi perfeita, Mark Hamill realmente parece um jedi e Luke aparece no filme como uma lenda, um mito, o que faz todo o sentido dado o miticismo de Star Wars, é uma lenda que desapareceu por 30 anos, tanto na história quanto na vida real, seu futuro tem sido discutido a décadas.

Direção é outro ponto forte, J.J. Abrams se tornou mestre quando se trata de space opera, Star Trek já era visualmente lindo, mas neste Star Wars é perceptível o carinho com os cenários quando são usados takes tão bonitos e sensíveis, um Star Destroyer ao chão de Jakku ou Tie Fighters no por do sol são colírios visuais que dão vida ao universo. Outro ponto que vale ressaltar são os efeitos especiais, a Industrial Light Magic se superou com os efeitos de CGI praticamente perfeitos e os efeitos práticos usados dão credibilidade para as cenas, ver uma explosão e saber que realmente explodiram na vida real te faz achar aquilo fantástico.


Infelizmente nem tudo são flores, o filme tem um problema de ritmo forte no terceiro ato, começa uma correria para homenagearem o primeiro filme destruindo a Starkiller com um x-wing, o que acontece é que o plano é feito e aprovado em 5 minutos de reunião para irem destruir esta que é bem maior que a estrela da morte, não vi qual seria o problema de fazerem uma curva de roteiro e adiarem a destruição, mas de fato foi um excelente ápice do filme, intercalando momentos frenéticos, tensos e tristes de maneira muito boa e natural.

Vale a pena ressaltar que o filme serve como um bom primeiro contato com a saga, pelos efeitos principalmente, mas se tiver como apresentar a saga clássica antes ela ainda é o melhor primeiro contato, começando por este novo você perde a emoção de diversos momentos, principalmente da morte de um personagem, não vou falar quem foi, mas fiquei bem decepcionado com a internet disto ter se tornado um spoiler, é com certeza a morte mais inesperada da saga, é o tipo de coisa que interfere na experiencia de assistir o filme. Filme este que eu considero um dos senão o melhor filme da saga Star Wars.

Para frente temos previsto um filme entre o episódio III e IV para o ano que vem, Rogue One, sobre como os rebeldes roubaram os planos da estrala da morte, será um mais sério e sombrio, para 2017 temos a continuação, o episódio VIII, que tem tudo para continuar tão bom quanto o VII, o filme contando a origem do Han Solo vai aos cinemas em 2018 e em 2019 temos a conclusão da nova nova trilogia de Star Wars.


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