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Análise: American Horror Story (Temporadas 1-3)

Se tem uma série que me surpreendeu (e continua surpreendendo) recentemente esta é American Horror Story, antes por mim tratada como apenas uma série genérica cheia de clichês de terror mostrou-se uma série que não se reprimi em mostrar o verdadeiro lado ruim dos seres humanos e dar um toque moderno nas histórias clássicas que estamos cansados de ver, tratando de assuntos desde o sonho americano até preconceito com muita honestidade me prenderam na TV do primeiro ao último episódio, como os próprios criadores (os mesmo de Glee, acredite se quiser) disseram "o nosso objetivo é que as pessoas fiquem um pouco desequilibradas depois de assistir a um episódio", no inicio conseguiam, mas vamos discutir isto nas análises abaixo. American Horror Story conta uma história diferente por ano, fazendo com que as temporadas não se relacionem em nenhuma situação, então vou analisá-las separadamente. E... atualmente as três primeiras temporadas podem ser encontradas no Netflix.


1° Temporada: Murder House

Até agora, para mim, a primeira foi a melhor temporada por diversos motivos, talvez a simplicidade seja qualidade já que é o roteiro mais "simples" das temporadas, também me sinto atraído pelas referencias cinematográficas, como O Bebê de Rosemery, Os Outros, O Sexto Sentido ou O Iluminado (não me esquecendo do genial "the dead breakfast club"), as referências são na forma de gravar e em curvas de roteiro inspiradas em clássicos do cinema de terror/suspense, as outras temporadas tentam te horrorizar com cenas chocantes, esta te deixa perturbado com o roteiro, todos temos família, vizinhos e almas penadas invadindo nossas casas para nos identificarmos.

O enredo é sobre a família Harmon, que está passando por uma fase difícil em suas vidas, já que alguns meses antes Vivien e seu marido Ben tinham perdido por aborto espontâneo o que seria o seu segundo filho, depois de Violett, que tem 17 anos, após isso Vivien fica traumatizada e passa a se consultar com seu marido, que é psicólogo e graças ao stress trazido por sua mulher acaba fazendo sexo com uma de suas alunas, Vivien flagra os dois "na cama" e tenta divórcio mas desiste pela família, e para deixar tudo isso no passado se mudam para uma casa que recentemente tivera os moradores assassinados, a ideia do recomeço podia dar certo se não fosse pela empregada tentando traição por parte de Ben e por Violett ter se apaixonado por um dos clientes de Ben, apesar de toda essa história a protagonista da série é a própria casa, o que dita os acontecimentos são sempre coisas da casa que não necessariamente tem elo com a família, os ex-moradores espíritos e as suas interações. sem contar as "magias" que acontecem lá são o que torna a série interessante para o público. O que fica para nós é que todos os moradores da casa acabam tendo um fim trágico.

imagem do assassinato real
Um dos pontos altos da série é o jeito em que os mistérios da casa são apresentados, ela mostra para você telespectador aos poucos, o que é bem interessante por que apresenta toda a "mitologia" da casa de um jeito que faça sentido na sua linha de raciocínio, quanto aos personagens eles vão conhecendo aos poucos as figuras que viveram ali, (que aparecem por espontânea vontade), Vivia descobre as histórias de horror que aconteceram lá quando faz um tour turístico pela cidade que passa em frente à sua casa. A trilha sonora é excepcional e consegue trazer todo o clima da série. Também dou destaque as atuações, parece elenco de filme de tão bom, uma das identidades da série é repetir o elenco em todas as temporadas, o que faz sentido pela qualidade dos atores e a química entre eles, Evan Peter me surpreendeu como Tate.

Uma curiosidade é a aparição de Elizabeth Short: Elizabeth Short foi uma atriz americana que um dia foi encontrada esquartejada, o crime ficou famoso por não apresentar nenhuma solução, a policia não encontrou nem mesmo alguém para suspeitar, e a série cria o motivo do assassinato dela. ela aparece em um flashback de 1947.

Esta primeira temporada foca-se em entreter o espectador com sustos, uma história que pode parecer clichê mas se prova o contrário e ainda uma sensualidade assustadora e exótica... Difícil falar de terror em palavras por que muito do que vale é a experiência de sentir os arrepios, mas assista, esta é minha temporada favorita por que consegue te manter perturbado após desligar a TV.

2ª temporada: Asylum 


Depois de uma primeira temporada com um desfecho para a série, a segunda temporada ficou envolta em mistério de como iria ser, mas estreia e surpreende em novidades. Para começar estamos agora em 1964 num Asilo para doentes com perturbações mentais que é organizada pela Igreja católica tendo então um grupo de freiras, um padre e um cirurgião (que dá arrepios em qualquer um com latrofobia, medo de médicos) como comandantes do local.

O que acaba por estranhar no início é que os mesmos atores da primeira temporada interpretarem diferentes papeis nessa. Existindo claro algumas adições e outros atores que saíram de cena. Acaba por ser um grande teste à capacidade de representação dos atores pois com personagens tão distintas nas séries, cabe mesmo a eles provarem o que valem. Na sua maioria não desiludem, alguns são igualmente fantásticos, mas desta vez o destaque vai para Jessica Lange, que é boa o suficiente para se tornar quase que o símbolo da temporada, me deixou impressionado a maneira em que ela representa essa personagem que é tão peculiar, ela trata os doentes como crianças mal comportadas, castiga-os pensando que está ajudando.

 Mas a história não se rege apenas sobre esta personagem. Somos apresentados a outras duas histórias, o primeiro é o de um serial killer chamado Blood Face que mata suas vitimas para arrancar-lhes a pele, um jovem casado é acusado de ser o Blood Face e ter morto a sua esposam, depois de ter sido preso, ficou aguardando um julgamento em que um psicólogo vai avaliar a sua saúde mental. Entra então em cena uma jornalista lesbica que vai até Briarcliff com o intuito de escrever sobre a instituição, mas mente falando que quer escrever sobre a cantina. Ela descobre a maneira doentia que os doentes são tratados lá e uma freira a prende lá. Eu vou contar o mínimo de spoiler, conforme a série vai desenrolando ela se mostra uma das narrativas de horror mais perturbadoras vistas recentemente, e apesar da caída de ritmo que a temporada tem em seu meio não desmotiva o telespectador.

Nesta temporada a série cria a sua identidade visual, que é simplesmente o variável, as mudanças ficam bem claras com momentos de plano sequencias misturados com cenas em paletas escuras seguidas por um musical com uma paleta de cores bem alegre, a trilha sonora volta a surpreender, a música tocada na sala social repete tanto no decorrer da série que ouvi-la no final chega a ser perturbador.

A melhor temporada!








3ª Temporada: Coven

Lá estava a série em seu auge quando eles decidem mudar toda a proposta e quase que deixar o horror de lado para apresentar quase que uma mitologia inteira das bruxas. A culpa do fracasso de crítica desta temporada certamente não é o plot, ele se passa em torno do conflito entre dois clãs de bruxas, as de Salem e as de voodo, mas tem muitos problemas de roteiro além de perder totalmente a identidade da série, os produtores falaram que a 2ª temporada foi muito pesada e quiseram compensar na terceira, mas American Horror Story é uma série pesada.

A história passa-se em Nova Orleães no presente e conta a história de um pequeno grupo de adolescentes que descobrem que são bruxas e através de contatos acabam numa mansão que chamam de covil. Como seria de esperar e tratando-se de American Horror Story, depressa percebemos que não estão em Hogwarts e que cada bruxa tem um talento único, desde ler pensamentos até a ser uma boneca de Vodu humana.

 A líder do lugar é uma suprema e ela está no fim de sua vida e gostaria de rejuvenescer, tendo então um arco de como fará para ficar mais jovem, não sei se é por causa da Jessica Lange interpretando mas gostei da personagem, esta personagem tem uma filha que está na série para prestar uma função apenas no final, ela tem um marido que é um caçador de bruxas disfarçado, é um drama bem desnecessário, mas tinha que estar lá para unir os dois clãs de bruxas, o outro no caso é o Vodu, não entendi direito mas me parece que atualmente só existe uma praticante de Vodu e ela tem vida eterna. O que eu disse até agora é super interessante na série, mas tiveram duas coisas que me incomodaram, primeiro é a protagonista, ela é super desinteressante e até descartável na maioria das situações, geralmente previsíveis, e a segunda é que aparentemente os roteiristas cometeram o pecado de começar a série sem um final em mente, isto acabou causando certa confusão na trama, já que personagens aparecem e não executam função alguma senão morrer e outros que acabam crescendo não tem desfecho nem arco dramático, o que acaba causando certa impressão de descartável.


A série acerta em requisitos que já se tornaram costume, atuações excelentes, trilha sonora que se encaixa bem em seus momentos tensos, a temporada acaba se tornando interessante pela interação entre as bruxas de Salem.

Uma das curiosidades que talvez torne a série mais interessante é que a Madame LaLaure realmente existiu, e ela foi até mais maldosa do que aparecido na série, ela tinha na verdade dezenas de escravos e os acorrentava para torturá-los quando quisesse, algumas de suas maldades foram, por exemplo, arrancar os membros de uma escrava para costurá-los em formato de caranguejo (ainda bem que não mostraram isto), a madame foi descoberta, fugiu e provavelmente passou o resto de seus dias fora da America, onde estava sendo procurada.

2 comentários:

  1. Você se equivocou bastante quando falou de Coven hein
    Disse que foi um "fracasso de crítica", mas não deve saber que foi a temporada de maior audiência e a que ganhou mais Emmys dentre as citadas.
    Não acho que Coven seja tão leve e Asylum tão mais pesada como você disse. Uma das coisas mais gores de Asylum, que é dr. Arden e as "pernas" é abordada de uma forma mais pesada em Freak Show. Coven tem vários momentos tensos que não acho que as outras temporadas conseguiram igualar, como a vingança de Myrtle, Lalaurie estripando o moço nos tempos atuais, as mortes na fogueira, o inferno, corpos esquartejados, facada nos olhos, e entre os outros, pra dar o mínimo de spoiler. Ahh tem também mortes a machadadas, e o fato de TODOS, TODOS os personagens principais, que não são poucos, serem assassinos.
    É a única temporada que me fez pensar: "se isso fosse verdade, o mundo estaria fodido."

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    Respostas
    1. Acho que me equivoquei mesmo, tinha acabado de assisti-la e estava um tanto quanto decepcionado, a terceira temporada tem sim seus grandes momentos!

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